terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Criação de sonhos

Estava triste. Acabara de enterrar um sonho. Como doía.  Tudo  foi guardado cuidadosamente. Não era daquelas pessoas, que quando o sonho acaba rasga tudo, queima, joga fora,  como se isso fosse curar o vazio do coração. Sabia que o sonho era um tanto quanto impossível, mas havia uma mínima chance de concretizá-lo. Lembrou do verso " E brandindo os gládios e erguendo as hastas, no desespero dos iconoclastas quebrei a imagem de meus próprios sonhos".Criar sonhos não é fácil, leva um bom tempo para esquecer o anterior e mergulhar no outro, até que esse se acabe e assim sucessivamente. Sonhos  vêm e vão numa nuvem de fumaça. Quando vêm enchem a nossa alma, nos enchem de esperança, aí partem e deixam a alma da gente com aquele oco, aquela vontadade de chorar, o peito apertado. Agora teria que criar outro sonho. Ao longo da vida, pois já não era garotinha , milhares de sonhos se foram como numa chuva  de verão. No entanto, poderia demorar um pouco, contudo outro sonho criaria, pois alguém que não lembra já disse "Só morremos quando deixamos de sonhar".

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